Entre os meses de setembro e outubro de 2013, os pesquisadores do projeto realizaram campanhas a campo para reconhecimento e seleção dos locais onde o estudo subaquático será conduzido ao longo do Rio Grande. Diversos trechos do rio foram investigados, desde a nascente até o seu médio curso, para a escolha dos pontos de mergulho. Os pontos amostrais selecionados possuem características favoráveis para a observação subaquática dos peixes, que incluem boa visibilidade, segurança e facilidade logística para os mergulhos e bom grau de qualidade da água.

Prospecção dos pontos de mergulho nas regiões da cabeceira (A, B), do alto (C, D) e do médio (E, F) Rio Grande em Minas Gerais.

Prospecção dos pontos de mergulho nas regiões da cabeceira (A, B), do alto (C, D) e do médio (E, F) Rio Grande em Minas Gerais

Diversas espécies de peixes foram observadas ao longo do Rio Grande, em menor quantidade na sua cabeceira e maior quantidade no seu alto e médio curso. Próximo a nascente do Rio Grande, no município de Bocaina de Minas, é comum observar diversos lambaris, canivetes e mocinhas, além da espécie introduzida truta arco-íris. No alto Rio Grande, no município de Ribeirão Vermelho, também foram registrados o piau-três-pintas e o ferreirinha e no médio Grande, em São José da Barra, o mandi-amarelo e a curimba.

(A) Mocinha (Characidium sp.), (B) truta arco-íris (Oncorhynchus mykiss), piau-três-pintas (Leporinus friderici) e mandi-amarelo (Pimelodus maculatus).

(A) Mocinha (Characidium aff. zebra), (B) truta arco-íris (Oncorhynchus mykiss), (C) piau-três-pintas (Leporinus friderici) e (D) mandi-amarelo (Pimelodus maculatus)